modo de preparo...
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
mensagem póstuma
Prometo voltar em breve! Após o dia 29 eu estou liberto de novo para escrever à vontade. É uma pena que muito dos que escrevem aqui devem estar viajando e, com isso, fica mais difícil ver o blog atualizado (observa-se que ele está há quase uma semana sem atualização). Espero compreensão dos leitores com nossa situação. Se bem que até os leitores devem estra aproveitando as férias e eu devo estar aqui falando com as paredes. Mas tudo bem.
Um feliz natal atrasado para vocês e um ótimo ano novo!
Brindemos com leite e toddy ;*
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
hou-hou-hou!
para falar a verdade, eu nunca gostei do natal. tá, mentira! nunca é muito tempo e quando criança eu certamente era encantada pelas luzes, presentes e tudo o mais. mas depois de certo tempo, quando a magia diminuiu, eu deixei de gostar. talvez pelos períodos turbulentos que eles sempre significaram, mas isso não vem ao caso.
o fato é que dessa vez, não me sinto exatamente mal pela data. aliás, tenho que confessar que me contaminei. me contaminei pelo espírito natalino, como eu mesma disse, e as coisas bonitas que vem com ele. tenho boas perspectivas, grandes planos, bons presentes e uma família maravilhosa pra rever. e acho que é aí que mora o tal espírito do natal. é o fato de acreditar que muda as coisas. me bastou puramente acreditar nos meus próprios planos, pra que as coisas começassem a fluir.
ano passado eu pedi pras estrelas um monte de coisas, na noite de natal. algumas delas ainda não deram certo, mas eu vou pedir de novo. e na noite do ano novo também. e vou pedir além disso, pra continuar a acreditar. acreditar nas pessoas, que o mundo tem jeito, na vida, no amor. e em todas essas coisas que a gente se cansa de acreditar quando assiste ao telejornal.
..e bem, é isso que eu desejo pra mim e pra vocês leitores ou colegas-do-toddy. feliz espírito de natal, eu tô indo viajar, até a próxima. ;)
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Texto Livre

Seu texto me fez pensar em uma coisa... Agente não pode construir uma "casa" pensando que ela vai cair com a primeira chuva. Aliás, é pra isso que ela serve, pra nos proteger de todos esses intemperismos sejam eles naturais ou não. Assim sendo, temos de viver cada dia separadamente, aproveitando-o sem nos abstermos totalmente do futuro, porém esquecendo dele de vez enquando. Aí, depois de tudo isso, pensei nas várias vezes que daria tudo para ter uma máquina fotográfica e registrar um determinado momento, tipo aquelas pessoas que querem filmar ou fotografar tudo. Só que hoje, não penso mais assim. Dificilmente tiro fotos de ocasiões porque sei que o mais importante, não é aquela foto que vai ficar guardada na última caixa do último cômodo vazio da casa, e sim a foto tirada pelos nossos olhos, guardada em nossos corações e, talvez, imortalizadas em textos postados em um blog qualquer.
PS: adoro falar pelas entrelinhas:)
domingo, 16 de dezembro de 2007
Dingombel, Dingombel, Dingououderaim!
É, claro, a data do nascimento de Jesus Cristo e, portanto, uma festa cristã. E é curioso notar a força do cristianismo, em especial da Igreja Católica, quando se trata de feriados como este, porque afetam não só a comunidade religiosa mas a sociedade como um todo. Movimenta o comércio, faz parar o Tribunal de Justiça, muda a programação de emissoras de televisão... Todos, até mesmo os pouco religiosos, comem um pouco do Chester. E não digo que estas pessoas não entendam o "significado" da comemoração religiosa, porque não existe um significado verdadeiro, a verdade é individual e não universal.
Para mim, o significado do Natal é, resumidamente, a comemoração do dia do nascimento de uma pessoazinha muito bondosa, talvez a mais bondosa que já existiu aqui no planeta, tão bondosa e evoluída espiritualmente que foi escolhida, lá em cima, como o filho do pai, com a missão de vir a um planetinha pequeno chamado Terra para espalhar a sua mensagem de amor.
E é curioso, porque dia 25 de dezembro não é a data verdadeira do nascimento de Cristo. Foi a Igreja que, a muitos anos atrás, sem saber ao certo a data, instituiu o dia 25 de dezembro, favorável porque muitas outras comemorações pagãs - em especial o culto ao deus persa Mitra - davam-se neste dia também. Mas a gente considera que é e comemora o seu aniversário neste dia mesmo. E eu não me importo, porque a data exata do nascimento de Jesus não vem ao caso. Nem nos nossos aniversários a data é especialmente importante (afinal, aumentar numericamente a idade não quer dizer nada, nós crescemos todos os dias do ano!). O que importa e reservar um dia para lembrar do dia de seu nascimento, pelo menos na minha visão.
Não sei se acreditam, mas acho que no Natal a energia é diferente. No próprio filme "Esqueceram de mim 2", a mendiga das pombas diz ao Kevin que no Natal há sempre uma nova chance. Há sempre a chance de renovar, de se purificar, de fazer algo que você ou eu nunca tivemos coragem de fazer. Porque no Natal as coisas costumam dar mais certo do que nos dias comuns. O nível de entropia é baixo...
E, como estou falando de Natal, não poderia deixar de mencionar o Papai Noel! Pesquisando no wikipedia, descobri que o Papai Noel era, na verdade, um cara da Turquia chamado Nicolau, que ajudava em sacos de moedas pessoas que precisavam de dinheiro. O cara virou santo porque fez alguns milagres, por isso morreu chamado São Nicolau. De alguma forma, a sua figura se materializou na forma do gordo e barbudo distribuidor de presentes Papai Noel. E olha que interessante: durante muito tempo, o Papai Noel era um cara vestido de roupas marrons, casacos próprios para o frio. Foi a Coca-Cola que lançou uma campanha com o Papai Noel vestido com as cores de sua marca, campanha esta que funcionou! A Coca ainda acrescentou o barrete vermelho adornado pelo um pom-pom branco, na sua cabeça. E eu não duvido de que foi a Coca que enfiou o coitado do Papai Noel lá no Pólo Norte só para fazer alusão a uma garrafa de coca geladinha...
Quando criança, eu acreditava em Papai Noel. Inclusive, a gente deixava a porta do nosso apartamento aberta para que ele pudesse entrar e dar os presentes. Tem um outro filme de Sessão da Tarde, cujo nome eu esqueci, que aparece em Nova Iorque o Papai Noel e um advogado tem de convencer o Tribunal de sua real existência. Daí, para fazer isso, ele pega uma nota de dólar, onde está escrito "In God We Trust" ("Em deus nós acreditamos"), e diz que, se o Estado americano acredita em Deus, então deveria acreditar no Papai Noel.
Penso que a gente pode usar a mesma lógica para acreditar neste gordinho. E vê-lo não como o dono da maior fábrica de presentes do mundo, mas como um cara que no passado ajudava as pessoas da maneira como podia, sem olhar a quem. E seguir o seu exemplo, por que não?
Sei que ainda faltam 9 dias para o Natal, mas está aí o meu texto natalino para vocês, amigos leitores do Toddy. Recomendo assistirem a propaganda do Boticário (clique aqui) e lerem este texto do Chico Xavier (clique aqui).
Um feliz Natal a todos!
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Estava querendo fazer um "Abraço em Grupo 2". Seria no mesmo estilo, eu faço umas perguntas, daí vocês respondem. Mas desta vez eu queria fazer um especial só para os leitores. Seriam eles quem responderiam as perguntas, e deixariam aqui no blog um pouquinho deles mesmos. Acho que ia ficar muito legal.
Mas eu não sei se os leitores vão querer. Alguém se candidata? :)
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Constrói, desconstrói
No seu auge, a casa foi cenário de muitas comemorações daquela família e amigos.Aniversários, anos novos, batizados, férias de verão e inverno também ( alta temporada da serra carioca).Os que mais aproveitaram o espaço foram os filhos,dois homens e uma mulher entre os dois.Em seguida os netos mais velhos, que são, na verdade, netas.Puxa, como aproveitaram!Traquinas, na medida extata, cresceram entre banhos de piscina ,quedas das árvores, passeios pela horta e canteiros ( verdadeirs selvas!) e experiências gastronômicas desde filés ao molho madeira e bolos de chocolate, oriundas da lama fresquinha que as chuvas das tardes de janeiro traziam nas manhãs ensolaradas dos dias seguites.Gostavam também de se entregarem à preguiça vez ou outra, deitando-se no balanço espaçoso e observando o balé das nuvens lá em cima ( que na serra nos dão a impressão de estarmos mais próximos aos ajinhos), nos céus de brigadeiro, sobretudo no meses de abril e maio.Outra das diversões, com sabor acentuado de férias, era ir até ao lago , duas esquinas da propriedade, onde havia (ainda há) um ponto de cavalos.Alguns eram verdadeiros pangarés ( mas que serviam muito bem de alazões para duas crianças), outros, calavos de maior porte e raça, que as meninas passaram a montar já mais velhinhas.E lá aprenderam a calvalgar, com tombos é claro - é caindo que se aprende mais.Gostavam mais de marcha ou de galope, é que a marcha e o galope são tremendamente mais confortáveis do que trotar.
Em julho, ao anoitecer, acendia-se a lareira para espantar o russo a aquecer todos ali, embora eu acredite que o que verdadeiramente aquecia as pessoas era o calor delas mesmas, simplesmente por estarem ali,reunidas.Um verdadeiro espetáculo!Também fazia se fondue, mas só em ocasiões especiais.Depois da janta, alguns jogavam cartas, outros faziam uma sessão cinema ou conversavam e a ala infantil, se não fizesse muito frio ,saia para caçar vagalumes.Iluminadas eram essas noites!
Aos poucos,os filhos e seus conjuges foram crescendo em seus empregos e crescia também o tempo que estes demandavem deles, logo , a casa passou a ser menos visitada, claro que ainda subiam alguns fins de semana, ou em pequenas temporadas nas férias quando vinham visitar a família depois de se mudarem para o exterior.Vieram mais netos e ainda que diferentes, o processo se repetia.
Hoje , a tal casa é objeto de dúvida: se será ou não posta a venda.A idade chega.E não chega apenas para os mais velhos ( que se preocupam com a construção de um futuro que não mais tanto o seu), mas chega para todos, e para justificar mudanças,novos interesses, decisões.
Entendam que já não estou mais somente me referindo a casa, sua construção sólida ( que afinal tantas enchentes enfrentou), mas o que ela representa,ao ciclo de um clã.A vida é isso?Determinada ,será isso?Um sujeito cresce, como todas suas dificuldades ( não diferente de todos), casa-se, cria os filhos, CONSTROÍ um legado, uma família, para depois esta se dispersar, como o sujeito em si, carregado dentro em cada um que desfrutou de sua presença, em o quê?Memórias?Mas memórias não são sólidas como os tijolos de uma construção!Todavia reconheço conformadamente que são elas que "sustentam" nossas faltas e saudades.
Sabem uma das netas mais velhas?Sou eu e, antes que me digam para escrever um texto mais decente, peço desculpas pelo meu desabafo exdrúxulo, sei que aqui não é exatamente espaço para tal, mas está aí uma coisa para se pensar.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Teoria dos Gnomos
Teoria dos Gnomos
Há muitos anos atrás, somente gnomos viviam na Terra. Eles eram criaturas adoráveis! Brincalhonas, felizes, saltitantes... Não se importavam muito com as folhas (eram as moedas da época), só as usavam para comprar coisas das quais necessitavam, comida, bambolês, chicletes, esse tipo de coisa. Mas os anos foram se passando, e alguns deles foram percebendo que viver saltitando toda hora era uma merda. Desgraça pura. Foram percebendo que eles eram um bando de idiotas mongóis.
De fato, eram.
Alguns gnomos, então, pensaram em plantar árvores. Plantando as árvores, eles iriam ganhar muitas folhas! Ficariam ricos! Imensas florestas foram surgindo no planeta, para servir aos gnomos mais espertos. Eles não arrancavam todas as folhas porque senão as plantas morreriam, mas tiravam o máximo possível de cada uma. E compravam tudo o que desejavam!
Mas as plantas absorviam todo o gás carbônico da Terra, e isso era terrível, porque o gás carbônico era fundamental para o metabolismo dos gnomos. Eles respiravam gás carbônico e liberavam nitrogênio, nitrogênio este que, pelas fadas que voavam no céu, era novamente transformado em gás carbônico.
As plantas, além de arrancar da atmosfera todo gás carbônico, liberavam oxigênio, gás extremamente tóxico para as fadas, que sentiam um cheiro horrível de pum e saiam voando pelo espaço para procurar outras criaturas idiotas.
O planeta foi ficando inabitável para os coitados dos gnomos. Eles não perceberão o quão longe tinham ido. As plantas consumiam muito mais rapidamente o gás carbônico do ar. A população gnomês mundial foi dizimada. Alguns inclusive sofreram mutações estranhas em função do excesso de oxigênio (que era tóxico para eles) e paralisaram-se eternamente no meio de jardins, com cara de felizes.
Um gnomo específico sobreviveu, porque sofreu uma mutação que alterou o seu sistema respiratório. Ele respirava o oxigênio - agora em abundância no planeta - e liberava gás carbônico.
Ad'Aum, era o nome dele. Essa criatura deu origem a raça humana, que perdura até hoje.
Moral da história
Esta teoria serve para alertar os seres humanos a não cometerem os mesmos erros dos gnomos. Os professores de história sempre propõem "Estudar o passado para não cometer os mesmos erros no presente", e esta é a intenção da teoria.
Infelizmente poucos historiadores conhecem a Teoria dos Gnomos. Alguns chegam até a conhecer a Teoria dos Duendes, mas ela é muito estressante e nem cai no vestibular.
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Eu queria pedir desculpas a Aline pela minha falta de sensibilidade em relação ao seu último texto aqui no blog. Olhando agora, o seu texto é bonito... É tudo uma questão de saber apreciar, e eu ainda estou me acostumando com os seus textos, a "banda sem público" como você disse.
Mas você tem que aceitar, Aline. Eu sou menino. Porque, como a Déborah disse no último texto do blog dela: "o fato é que eles não entendem mesmo." :)
domingo, 9 de dezembro de 2007
a mesma coisa noutras palavras
me esvazia o tempo que passa feito ampulheta de jogo. grãozinho por grãozinho, todos os segundos vão passando valiosos por entre a fresta. meu pai foi viajar e me trouxe um relógio. eu nunca tinha usado relógio, mas tenho mania de tempo. cronometro tudo nos números do celular: chego meio dia e meia, almoço, falo com ele, cochilo, acordo duas e meia, estudo até as quatro, lancho, enrolo um pouco, estudo mais até umas seis e meia ou sete horas e depois arrumo o que fazer até a hora de ir ligar pra ele de novo antes de dormir. tudo igual, todos os dias. é feio dizer de rotina tão passivamente, mas eu não me importo não. tá certo que cansa, mas organiza. e a vida da gente tem que estar organizada se não tudo se enrola e perde o rumo. e fica como a aline disse de jogar tudo dentro do armário pra arrumar depois. eu sou mestre em fazer isso e sei que não adianta nada. você só esconde a bagunça, enrola e depois uma hora ou outra, vai ter que acabar parando pra arrumar. isso quando não cai tudo em cima de você. e aí amigo, dançou, já era!
eu li numa dessas listas de literatura, devia ser do Memorial de Aires, alguma coisa como: "velhice esfalta". é verdade. velhice, eu não sei, mas o tempo faz isso, o tempo cansa. eu ontem vi uma menina, toda grandinha, fazendo seus 3 ou 4 anos, e pensei noutro dia quando a mãe dela ficou grávida. quase enxerguei as minhas rugas! ela cresceu, eu cresci e nem vi passar. não vi mesmo mesmo, nem de longe. e pensar quanta coisa mudou nesses 4 anos na minha vida então, é quase loucura. e de fato é isso que me esvazia. ver que de repente: puf! a rotina acabou. tudo vai ficar diferente, vai mudar, e de repente eu me desorganizei.
por isso, eu sinto muito, mas eu não consigo pensar, nem escrever, nem olhar pro céu um dia que seja lembrando de outra coisa. eu sou a pessoa mais melancólica quanto à despedidas e finais que deve haver. porque eu não conheço mais ninguém que contou os quase 60 degraus que subiu todos os dias durante um ano, só pra constar no cadastro da memória. então me desculpem mesmo a demora e no fim, falar falar e cair na repetição.
sábado, 8 de dezembro de 2007
Teoria das Cores

Nota: Antes de começar, gostaria de adiantar que não sei se algum teórico importante da psicologia já discorreu sobre esse assunto. Provavelmente já. Isso é só uma coisa que eu penso desde a infância e resolvi postar aqui no blog.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Eufemismo de vida
Hoje, na aula de redação, me deparei com uma coisa que eu costumo pensar muito, mas, na hora de procurar um assunto para escrever sobre, sempre esqueço deste. Eu queria falar sobre o eufemismo. É, isso mesmo, em todos os sentidos (nem sei se posso usar a palavra eufemismo para os sentidos que pretendo). É absurdo o quanto a gente, sem perceber, ameniza situações o dia, a semana, a vida inteira.
Não adianta falar que não, não é bem assim, nem todo mundo faz isso, etc. É exatamente assim. Todo mundo fecha a janela do quarto quando chove forte ou fecha a janela do carro para não pegar panfletos, sem nem perceber que isso não resolveu problema nenhum. E muita gente pensa sim que política de cotas é uma ótima solução para o problema da discriminação do passado. Ainda nesse assunto, tem gente que acha errado falar raça negra e vem com essa história de etnia africana. Tá, e ai? Como que isso resolveu o problema?
Arrumar o quarto jogando tudo dentro do armário, falar que fez meia lista de exercícios, assistir ao jornal nacional e achar que tem uma opinião formada, trocar o carro à gasolina por um flex e achar que não tem nada jogar um papel pela janela dele, dar dinheiro para alguém no trânsito e pensar que fez a sua parte, tudo isso a gente faz, sem preceber que está fugindo de um problema. Um não, vários. Ao abrir o armário tudo vai cair em cima de você, aquele exercício que você não fez por preguiça é o que você vai precisar, toda mídia é manipuladora, um carro flex não vai pegar o papel que se joga na rua e as pessoas que pedem no trânsito continuam com fome. Então o que nós fazemos afinal? Praticamente nada.
A questão é que não tem questão nenhuma. Eu jogo as coisas dentro do armário e eu faço meia lista de exercícios (mas eu não jogo papel fora do carro!), o que é triste é as pessoas acharem que, por isso, já fazem muito. Apesar de viver uma vida de eufemismos, eu tenho a certeza de que eu posso fazer muito mais. Agora, achar que trocar raça por etnia é a solução seria esperar muito de quem acha que só isso basta.
*Sim, eu insisto em dizer raça apenas pela simbologia da palavra ("força"), já que, na prática, é sempre a mesma coisa.
domingo, 2 de dezembro de 2007
O tempo é nosso inimigo
O João Paulo me pediu pra postar aqui, alegando que ele e a Paula estão monopolizando o blog. Daqui a pouco o blog vai se chamar João com Paula. Ainda dá um trocadilho bacana.
Desculpem-me, leitores, por estar ausente ultimamente, mas as coisas andam difíceis por aqui. A vida anda um pouco corrida e eu mal tenho tempo pra fazer minhas obrigações, quanto mais meus lazeres, como escrever na família Toddy.
É estranho pensar como somos regidos pelo tempo, e como este é tão abstrato. Quando estou numa aula de física chatíssima o minuto demora séculos para passar. Quando estou no msn, por exemplo, enrolando pra fazer alguma coisa os minutos passam extremamente rápido. Acho que o tempo na verdade é injusto e só quer nos sacanear.
É sim! Pois ele me sacaneou na prova da Unicamp. Se eu tivesse uma horinha a mais eu conseguiria fazer uma boa prova. Mas não, consegui fazer apenas os rascunhos, porque ainda não sou tão brother do tempo assim. O tempo também é o responsável pela minha sensação triste do final do Ensino Médio, que passou tão rápido. Foi ótimo, sim, mas quando parece que estava chegando no ápice.... acaba. E vai ser sempre assim.
O tempo nos faz fazer coisas que não gostamos de fazer em vez de fazer o que queríamos. O tempo não perde tempo quando queremos que ele espere um pouquinho. Vai logo se apressando e, se não pegarmos carona com ele, ficamos para trás. E ficamos mesmo. A última que o tempo me aprontou foi fazer dezembro chegar tão rápido. Minha próxima prova de vestibular é Domingo e ainda há muito o que fazer e estudar. Daí vão chegar aniversários, mais vestibulares, natal, mais vestibular, Reveillon e puf! Clack Bum! O ano acabou. E eu que não vou viajar, lerei Harry Potter enquanto espero os resultados das minhas provas, naquela apreensão que vai fazer o tempo passar tão rápido que não vou ter tempo nem de chegar na metade do livro.
A pressa é inimiga da perfeição e o tempo é o nosso inimigo. Podiam não ter inventado(descoberto?) o tempo. Que deixassem a gente viver sob a majestade do Sol. Mas não. Agora somos escravos do relógio. Escravos do nosso próprio pulso, celular, vídeo-cassete (que sempre marca 12:00 =P), do horário de brasília, do relógio atômico.
O tempo tem que aprender que o tempero da vida está no acaso e no eterno.
