modo de preparo...

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Mensagem do futuro

Oi. Está me ouvindo? Sei que a gravação está ruim, mas foi o único gravador que eu consegui. Os tempos hoje estão difíceis, muito difíceis. E é por estarem difíceis que eu gravei esta mensagem para você.

Não deve saber quem sou eu, até porque eu ainda não nasci. Sou um cara do futuro. Aqui tá tudo uma desgraça do caramba! Acho que é na sua época mesmo, 2000 e poucos, que a humanidade começou a falar de Aquecimento Global. Sei como é sua história, amigo. O seu presente é o meu passado... Vocês falarão muito sobre o Aquecimento, mas pouco farão para minimizar seus efeitos. O petróleo vai ser utilizado intensamente, e a cada momento ficará mais caro e as disputas por ele mais intensas... Não haverá outra fonte de energia tão rentável! Mais gases tóxicos agravarão o efeito estufa. As temperaturas do Brasil elevarão na casa dos 45, 50 ºC!

Você pode até achar que é impossível... E eu sei que vai achar, porque os cientistas da sua época, os mais pessimistas, não falavam nisso. Mas você sabia que os maiores estudos sobre os impactos foram omitidos pelo FBI? Não é brincadeira não!

O aquecimento prejudicará os gêneros alimentícios... Arroz, feijão, isso tudo vai fica cada vez mais caro, porque a produção vai ficar cada vez mais escassa. E a tecnologia humana não será tão rápida quanto a força da natureza.

A disputa por comida e água levará a uma terceira guerra mundial. E será a guerra mais terrível e descontrolada de todas! Lembra do que Einsten disse? "Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus". Ele tinha razão.

Primeiro os países desenvolvidos - Japão, Alemanha e, principalmente, os EUA - farão ameaças e chantagens... Invadirão o Brasil, os países com grande pecuária e agricultura e tentarão mais uma colonização. Mas, nesta briga, lançarão bombas atômicas uns nos outros. O Brasil também lançará as suas... Mas de nada adiantará. O caos se instalará - será cada um por si. Supermercados e lojas invadidos, procura por água em riachos, o banditismo assolará nosso território. Poucas pessoas sobreviverão...

Hoje, não existe mais nada - Estátua da Liberdade, Cristo Redentor, Torre de Pisa, nada disso. A Floresta Amazônica é hoje um deserto. O Nordeste está debaixo d'água.

Mas você deve estar se perguntando, agora, por que é que eu estou enviando essa mensagem justamente para você, que, com certeza, não conseguirá mudar os rumos das decisões internacionais... Eu lhe responderei no final. Antes, eu quero que você pense na minha situação, na situação da minha família. Tudo está destruído, a comida está se esgotando, assim como a água, e nós sabemos que mais cedo ou mais tarde, morreremos. Eu estou resistindo agora para não desmaiar... Minha saúde anda mau. Mamãe já morreu, papai está definhando... Meu vovô ainda resiste, mas também, com grandes dificuldades.

Vovô hoje falou comigo. Ele estava tão triste... Disse que, no passado, não reconhecia o que era, de fato, mais importante. Queria é se dar bem no trabalho, ganhar dinheiro, ter uma família só pra ele, coisas desse tipo. Hoje, na nossa situação, a gente facilmente descobre o que é a coisa mais importante na vida... Ele, conversando comigo, chorou. E eu não aguentei e chorei junto, porque o arrependimento dele é algo irreparável. Hoje a gente sabe que, praticando sempre o ato de amar, fluidos positivos atingem a todos. As pessoas que amam ficam, de repente, mais felizes e satisfeitas. E a energia é emanada num raio de 200,36 metros (Lei de Felix - caiu no meu vestibular)... Se as pessoas tivessem mais amor, não teria eclodido a Última Grande Guerra. Cada ato de amor praticado faz uma flor mais colorida e um pássaro cantar mais alegremente, isso vai ser comprovado cientificamente, e você saberá disso mais tarde, pode ter certeza...

Pensando na tristeza do vovô, consegui recuperar uma máquina do tempo, e envio-lhe hoje esta mensagem. Peço que você aproveite a vida com amor! Dinheiro só é necessário para satisfazer as necessidades básicas... Pratique o bem! Sempre! A humanidade percebeu isso tarde demais... Muita gente brasileira está, hoje, reunida nesta caverna aqui em Goiás (o centro-oeste é hoje o lugar mais seguro). Todos eles sabem que eu estou lhe enviando esta mensagem. Acho que chegará sim na suas mãos. Temos fé que sim. Meu vovô quer muito que dê tudo certo, que a mensagem chege até você.

Até porque, não sei se ainda percebeu, mas o vovô de quem eu falo é você...

Se você mudar aí, quem sabe o futuro não muda também? É provável que sim. Praticando o amor... Mesmo que você pense: "Isso não vai mudar o mundo, só o meu mundinho", acredite que a felicidade é emanada e distribuída para todos, por forças que nem nós do futuro não entendemos muito bem.

Aproveite a vida deste jeito, vôzinho novo. O vôzinho velho aqui agradece. Todos nós confiamos em você. Espalhe esta mensagem. Mude o futuro! Ame a vida: dos seres-humanos, dos animais, das plantas... Cuide do planeta. Ame, ame sempre! Seja feliz!

Não há nada mais importante que isso...

Beijo, vôzinho novo.

Até breve.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

(Que) O Tempo (em ) suma!

( ...ou não).


É todo ano é assim vai chegando ao fim e feito filme acelerado vamos relembrando o que é passado que passamos distraídos pela distração maior em construí-lo Não damos conta do tempo Não damos conta do nosso Não damos conta de todo paralelo

Primeiro dia do ano letivo foi prefácio Começo é só (no) carnaval Mas não faz mal não faz mal Memória falha Memória seletiva Vejamos o que agora me abriga ( mundi nacio e pessoal )
São seis horas ai meus deus não demora vamos lá Terça –feira que beleza põe suas coisas naquela mesa Novas caras nova gente Sim estou contente Toca sirene toca o sinal – até que aula está legal
Penso imito como corro e durmo penso repito como corro e durmo penso copio como corro e durmo

Alô alô uma amiga se calou Amor veio amor foi pelo meu próprio medo de amar que o tomou

Maria Maria finalmente no morro no palco nasceu depois de exatos nove meses dentro “de eu”

E Nense VENce a copa do Brasil

O João Hélio coitadinho e meu Rio de Janeirozinho(!!?)

Calma calma o espetáculo já vem Paaaaaaan(!) pan pan pan pãããn
Maracanã lotado bronze prata e ouro

Escreve que passa escreve que guarda escreve ( com verve)
pra quê
já que um dia vou morrer Escrevo pro “Mundo” descrente de resposta
Aguarde que o que virá depois você gosta

No céu vivi sonhando devaneio meu voltei ao chão com um tal de um avião Tam(!) Pá pum ploft crack sock Caramba fogo é incêndio criminoso - no planalto que catinga que fedor com certeza é algum mais de um
senador

Ora que calor
É o aquecimento global caros estados amigos (desunidos) que chegou

Crise financeira
alguém engasgou o mundo tossiu e no mercado imobiliário cuspiu

Sonho realizado ano próximo será
“au revoir”

Quantos aniversários quanta gente morreu de morte morrida de morte matada de fome de (des)amor Quanta gente nasceu que eu nem sei nesse mundo meu(?)
Quantas greves quantas lutas quantas histórias se fizeram
Casais formaram-se separaram-se brigaram voltaram

Vinte anos de césio

Não
Tirem daqui esse flash Concurso passou mas ainda sou
E sendo
serei
humana torta e imperfeita
Não quero
não preciso de nenhuma foto refeita

Quantas lágrimas quantos goles quantas dores quantos risos
Quantos beijos quanto (des)afeto Quantas reconciliações Quantas palavras quantos silêncios
Quantos filmes quantas peças quantos livros

Eba eba chegou a chuva

Ciranda Chaves Lula Bush Sarkosy...

Queimadas enchentes encheram meu peito solidário inerte

Da ponte “caiu” uma menina
só que ela acabou indo lááá pra cima E no Pará aquela garota
de quinze anos
onde foi parar(?!)

Reivindicações aonde foram vocês estou aqui ainda tentando dizer “é a nossa vez”

Amigos queridos boa sorte no vestibular
ele afinal
grande motivo do nosso ser/estar

É
de cansada
não consigo mais lembrar de nada

Mas agora sim com o ano ao fim podemos parar pensar e respirar ,

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Abraço em grupo!

Companheiros de blog, tive a idéia de fazer um texto em grupo. Cada um de vocês deve deixar uma marca neste texto. Eu sei que normalmente os textos são atos solitários, mas este pode ser diferente... Que tal?

Então eu pensei em fazer uma pergunta para cada um de vocês. Eu deixo a pergunta aqui, daí quando vocês acessarem o LcT, vocês "editam" o texto e escrevem a resposta de vocês. É como se fosse um abraço em grupo no leitor! :D

Beleza!? Então vai lá!

Abraço em grupo!

João Paulo: Aline, o que são as cordas na Teoria de Tudo (além de objetos extensos unidimensionais)?
Aline:
Poxa vida João Paulo! Você está me perguntando sobre física? oaiueoieuoaiueoaiea. Quando eu escolhi este nome, eu não sabia direito o significado até o meu professor de física confundir ainda mais a minha cabeça, e isso me levou a pesquisar. Não que eu tenha entendido tudo (até parece, física? ¬¬), mas eu tive uma idéia melhor. Como você leu, teoria das cordas é uma teoria que pode vir a ser uma teoria de tudo, interligando várias, se não todas as teorias da física, onde uma explicará a outra, mais ou menos como cordas amarram uma coisa à outra. Embora muito interessante, ela não pode ser testada ainda, então é apenas uma hipótese. Fazendo agora uma chave para o nome do blog, me veio à cabeça que este poderia sim se tornar uma teoria das cordas: hipóteses e teorias ligadas umas as outras que explicariam de tudo um pouco. Faz sentido? Gostei da pergunta. ;)

João: Arthur, você acredita em Deus? E se Deus for somente energia?
Arthur:
Não acredito no Deus católico, tampouco no Deus cristão. Não acredito em anjos, céu, inferno, vida pós morte, orações, moisés, milagres e santos. Não acredito hoje, na realidade em que estou vivendo. Isso não quer dizer que eu não possa vir a acreditar um dia. Não diria que sou ateu, apenas agnóstico. Não acredito pois ainda não me provaram que algum dos mistérios que citei acima existem.
Os biólogos tendem a ser ateus/agnósticos/céticos/blablabla, pois os avanços tecnológicos e o estudo da vida desmistificam muitas páginas em branco dos questionamentos que muitos fizeram sobre a vida, as divindades e Deus. Porém muitos concordam que seria impossível a evolução da vida dar-se por si só. Acreditam que foi preciso um 'direcionamento divino'. Portanto, mesmo não sendo cristãos, muitas pessoas ainda crêem nessa energia majestosa que rege não só o planeta Terra e os seres humanos como seu principal foco, como os católicos egoístas pensam (desculpem-me católicos), mas toda a imensidão escura e misteriosa deste Universo do qual somos apenas uma molécula. No orkut isso seria algo como "tenho um lado espiritual independente de religiões", e é a filosofia (posso dizer assim?) a qual tenho mais simpatia. Tenho certeza que não vou viver sem crença o resto da vida. Todos nós precisamos de uma 'meta' para viver. Uma ideologia a qual seguir. E confesso que quero achar logo uma, pois continuo achando horrível a idéia de morrer.

Godoy: Déborah, qual é a coisa mais bonita do mundo?
Déborah:
A coisa mais bonita do mundo não existe. Existem as coisas mais bonitas do mundo, no plural. Um sorriso, uma criança ou uma canção. Um amor, um livro ou um céu cheio de estrelas. É pai, mãe e irmão. É uma cachoeira, é água fresca quando se tem sede, é sol com chuva e arco íris. É amigo junto. É cama quentinha e leite com toddy, por favor. Ou talvez, a coisa mais bonita do mundo seja acreditar que existam coisas suficientemente bonitas pra serem as mais bonitas. Acreditar que exista o amor. Um amor exato, que complete. Não necessariamente um amor desses de menino/menina mas amor de gente pra gente. Um amor assim.. desses que você fala fala e não sai do lugar porque você sabe que não tem definição. Não sei. Num tinha uma pergunta mais fácil, João?

João Paulo: Tchuca, quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?
Tchuca:
O ovo e a galinha é uma referência a um dilema de causalidade que surge da expressão O que veio antes, o ovo ou a galinha?. Considerando a galinha nasceu do ovo e o ovo foi colocado pela galinha, é difícil determinar o responsável pela criação original.

Pode-se dizer que o ovo veio primeiro, já que os répteis, animais ovíparos, surgiram antes das aves (no caso, as galinhas). Mas se o paradoxo refere-se ao ovo de uma galinha, deve-se saber então a partir de que "ponto" as aves pré-históricas podem ser consideradas uma galinha, já que a galinha não surgiu do nada, e sim evoluiu de uma forma mais antiga de ave.

João Paulo/Godoy: Paula, o que é mais importante: medo ou coragem?
Paula:
Diria que é a coragem,embora o medo me habite todas as manhãs nesta minha ação de viver.Medo do futuro,do imprevisível,do incerto, medo do julgamento alheio,medo do amor( sim, acreditem- do amor!), medo de amar, medo da entrega, medo da perda, mas por mais estranho que pareça, não tenho medo da morte, porque a morte, de todas as certezas desta nossa morada, é a MAIS certa,por isso, é para mim a mais segura e não é justamente insegurança que gera o medo?!
Todos nós vivemos com medo, aliás, corrijo: vivemos de medo.É ele, ao lado do amor incondicional,a engrenagem do mundo e quem impulsiona em nós a coragem, portanto, vivemos com, (de) medo, mas seriaimpossível "o viver" sem ele.
"O que a vida quer da gente é coragem".Acrescento: para que haja coragem é antes necessário o medo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Como(?)

Nota da blogger: O texto, quero dizer, o poema que aqui segue foi feito há algum tempo.É um assunto que muito desperta a minha atenção , por inúmeros motivos: já vi de perto este "mal" (e em mais de uma situação );e me dediquei a sua pesquisa e entendimento quando montei certa vez um sketch de teatro, com o nome de "A bela e a Fera " que nunca chegou a ser encenado.Muito me preocupa, não só por ser classificado como uma doença ou um distúrbio, mas por ser fruto, entre tantos outros( além de fatores parentais, sexuais,de construção de identidade,afetivos e etc) ,de uma sociedade cada vez mais tendenciosa ao consumo compulsivo e à ilusão de que existe um ideal de plenitude e perfeição no qual o ser humano não apresenta nehum vazio sequer ( literalmente).Então faço o apelo para que reflitam sobre esta e outras questões parecidas, aí vai:



Como(?)

Como?
Como.
E como...
Como pois tenho fome de alma.
Como pois não como amor,mas como...?
Como (é) a ansiedade, ma(i)s como mais angústia.
Como a ansiedade?
Como?!Não como mais com(o) com gosto.
Como porque não como naquilo que seria na cama.
Como como quem pulsa,compulsa,compulsão.
Como mesmo como quem sabe- não consciente no momento-que é assim como comete-se.
Como como quem culpa.E levo ,(e) como (,) sinto a culpa.
Como.
Regurgito desespero,drástico,flagelo.
Como?!
Como.Como?!
Porquê?

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Texto de despedida

O texto que se segue eu escrevi para ler lá na minha sala. Era para ser lido na aula de redação, mas como a professora não foi eu li na aula de física mesmo. Faltavam dois dias para a primeira fase do vestibular da UFG. ---------------------------------------------------------------------------------------------------


Texto de despedida

Meus amigos, companheiros de sala, companheiros de luta, o fim está próximo. Alguns cloegas já mencionaram, da maneira criativa e particular deles, todas as peculiaridades que uniram, de alguma forma, nossa sala tão cheia de diferenças. Domingo agora já é a prova. Na semana seguinte, não existirá o 3ºE como o conhecemos – estaremos dispersos, juntos com os outros terceiros, compondo novas salas, que continuarão a seguir o caminho, tão próximo do fim. Virá então a segunda fase da UFG e, assim, teremos alcançado a linha de chegada.

Mas, como diz o ditado, “A linha de chegada de um caminho é a linha de partida de outro”. Olhemos para frente... Passaremos, se Deus quiser, no vestibular. Então entraremos na faculdade, e os nossos caminhos definitivamente tomarão rumos diferentes. Não nego que, ora ou outra, por acaso, nossos caminhos irão se cruzar — naqueles momentos em que exclamaremos “Nossa, você por aqui!” ou algo do tipo. Porém nos despediremos com um “Até logo” e continuaremos a seguir, sozinhos, nossos caminhos.

Depois de alguns anos, vamos formar. Arranjaremos empregos, um melhor que o outro, e ganharemos cada vez mais. Poderemos sustentar nossa família, educar nossos filhos. Enfim, vamos ser felizes, como sempre acreditamos. Não é?

Acho que não. Sinceramente, acho que falta alguma coisa... E até por isso, escrevo este texto. Este texto é um alerta para que repensemos nossos objetivos futuros. Existem outros tópicos que devem ser incluídos, para que de verdade sintamos realizados no futuro. E basta olhar atentamente ao nosso redor, nas nossas ruas, nos nossos sinaleiros, nas nossas escolas públicas, que vocês entenderão os outros tópicos dos quais eu falo...

Há um mundo lá fora que clama por ajuda. A gente sabe que existem inúmeras diferenças sociais que abalam o Brasil, já estudamos isso em Geografia. Sabemos inclusive as causas antigas de tanta desigualdade, porque isso faz parte do programa de História. Já escrevemos, em várias redações, que “as desigualdades sociais que abalam o Brasil são gritantes” ou algo do gênero, e fomos elogiados por isso. Agora, estamos entrando na faculdade, prestes a receber conhecimentos específicos do nosso curso, prestes a entrar no mercado de trabalho e em contato direto com várias pessoas da sociedade. Podemos modificá-la, para melhor ou para pior...
Penso que devemos utilizar nosso conhecimento a serviço não só da nossa vida, mas da vida dos outros, daqueles que precisam de ajuda.

Peço para o meu amigo que será professor de História, meus amigos que serão professores de Biologia e de Educação Física, peço que vocês não abandonem o colégio público quando vier uma oportunidade de emprego com melhores salários, porque os pobres garotos de lá precisam de profissionais bons como vocês. Peço para os meus amigos médicos e psicólogos, quando verem bater a porta de seus consultórios pessoas necessitadas, sem nenhum plano de saúde, desesperados por ajuda, que vocês estendam-lhe as mãos, mesmo que vocês não recebam nada por isso.

Peço para meus amigos engenheiros respeitarem os seus peões de obras, que seguirão exatamente aquilo que você pedir. Eles são seres-humanos, tem família, são iguaizinhos a gente — a única diferença é que ele não teve oportunidade de estudar, e você sim. Peço para meus companheiros de curso, meus amigos juízes, promotores, que vocês vejam nestes salários de 10 mil reais não uma maneira de acumular dinheiro e viajar para outros países, mas uma maneira boa de ajudar os outros, sustentando creches, abrigos, ONGs, ou, quem sabe, criando a sua própria ONG! Pode ter certeza de que eu estarei lá, na inauguração...

Meus amigos jornalistas! Não exponham apenas críticas em seus textos. Dê soluções! O governantes precisam de suas sóbrias opiniões. Meu amigo publicitário, não use a sua criatividade apenas para vender o produto de uma empresa e deixá-la ainda mais rica — use-a também divulgando pequenos projetos filantrópicos que precisam de doações e devem ser conhecidos.

Desejo, acima de tudo, sucesso para todos. Que nós guardemos para nossas vidas essa energia boa, alegre, emanada quase todos os dias por nós mesmos em berros do tipo “Gay, gay, gay...” ou “Haaanz!”. Percebam que é isso que faz unir toda a sala! Mesmo sendo algo meio mongol, é isso que semeia nosso cotidiano enfadonho com alegria — porque a alegria é simples e boba assim mesmo. Não deixemos isso guardado num álbum de fotografias, levemos isso para nossas vidas, transmitindo essa energia boa para todos ao nosso redor — a família, os colegas de trabalho, as pessoas que vamos ajudar...

Chega a hora de nossa despedida. Foi muito bom tudo isso, todo o cansaço, a luta, a alegria, a paciência em ouvir minha voz cada vez que eu lia um texto, muito obrigado. Mas não fiquemos olhando para trás, dizendo “Como foi bom...”. Vamos olhar para frente, e dizer “Vai ser ainda melhor”. Porque o futuro, o futuro desse Brasilzão bonito mas ao mesmo tempo tão feio, esse futuro é nosso. E, portanto, de nossa responsabilidade.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

começo do fim

Eu sempre arrumo um tempo pra fazer umas arrumações, doar algumas coisas, jogar uns papéis fora, mas dessa vez foi caprichado. Sei lá. Eu precisava dar um limpa pra começar tudo do zero. Sabe como é, fase nova, vida nova! Tá certo que ainda num tem nada definido e que a gente num sabe o que vai ser das nossas vidas no ano que vem mas eu já sou uma universitária. Sou, sou mesmo, matrícula feita e tudo. E isso significa o quê? Significa que acabou.

Eu não consigo ter essa visão positiva de que começou. Não, não. Acabou mesmo.
Acabou a fase mais bonita que se deve haver. Tábom, eu também não sei do futuro e não desprezo nenhum pouco minha infância porque ela teve um milhão de nuvens e cores, mas se há alguma coisa inquestionável até aqui é que isso que a gente convencionou chamar de ensino médio é uma coisa bonita de se ver. Daqui pra frente a gente não acredita mais nos outros como acreditou até agora, seu amigo da faculdade pode ser seu concorrente num concurso ou na disputa por um emprego e ele vai te dar um chute na bunda assim que tiver a oportunidade. Já posso ver daqui a cara de desaprovação do Godoy. Ele diria: larga de ser pessimista, menina! Mas não é pessimismo não. Eu duvido, duvido mesmo que as coisas sejam metade do que foram até aqui.
Além do quê, será que um dia eu consigo voltar mesmo pro teatro? E será que eu vou sorrir do mesmo tanto com o Arthur morando longe? Será que eu vou mesmo aprender tudo o que eu acho que vou? Como é que eu vou fazer sem as aulas a tarde e de sábado e as aulas que nunca existiram mas que eram a melhor mentira da minha vida? Será que vai existir um outro professor que use AllStar rosa choque? Como é que vai ser não estudar mais com a Nana, depois de sete (SETE?!) anos juntas todas as manhãs? Como é que eu vou fazer sem as piadinhas repetidas do Kamel? E como é que eu vou viver sem aqueles pestes, sem aquelas mesmas companhias de três anos inteiros, dentro e fora da escola? Como é que se faz? Como é que se cresce?!

Não é que eu queira estagnar. A gente passa o tempo todo sonhando em chegar aqui. Mas e quando chega? O jeito é caminhar pra frente mesmo, voltar é ridículo e até cruel. Cá estamos e de cá seguiremos. Juntos, separados, encontrando-nos e desencontrando-nos umas milhares de vezes da gente mesmo e dos outros. Acho que vai chegar um tempo da gente querer voltar pra cá, mas também não vai dar. O caminho não tem setas indicando retorno, só setas indicando que se deve ir pra frente e pra frente e sempre e sempre até que o caminho acabe.

Ou quem sabe até, daqui uns anos eu faça outro limpa desses, e jogue tudo isso fora de vez.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Ensaio sobre a amizade.


Ok, depois do apelo do Arthur resolvi dar pança na Déborah (e que pança hein?). Na verdade eu tinha dado esse texto pro John postar no blog dele. Aí usei o velho truque do ctrl c/ctrl v e agora o blog tem texto novo. Bom apetite.
Quem nunca se flagrou refletindo sobre o amor ou a amizade? Numa aula qualquer ou quem sabe até em alguma discussão filosófica, dessas que fazemos de madrugada, todo homem sobre a Terra já deve ter questionado a si próprio sobre essa tão confusa abstração mundana. Mundana mesmo, e não humana, pois até os animais são adeptos dessa corrente comportamental tão estranha, não é a toa que o cachorro é dito como o melhor amigo do homem.
Mas voltando ao questionamento inicial, digo isso por experiência própria. Eu mesmo já perdi, ou ganhei horas da minha vida concentrado nesse conceito tão complexo no qual se baseia a amizade. No entanto, nunca obtive progresso nessa indagação que diz respeito ao amor.
Se bem que de uma coisa eu desconfio: todos os sentimentos são convergidos num só, a amizade. Totalmente ausente, a amizade caracteriza o ódio. Em abundância e combinada ao desejo sexual, forma o amor e assim por diante. Mas mesmo sabendo disso, infelizmente, nossa espécie se encontra no marco inicial de uma escala gigantesca no que tange a evolução intelectual. Se por um lado nos julgamos espertos ao ponto de questionarmos a nossa origem, nosso universo e até o conceito do “certo-errado”, por outro não sabemos nem por onde começar a solucionar tais incógnitas.
Apesar disso, creio sinceramente que somos capazes de resolver a dúvida dos sentimentos, afinal, sentimentos se situam no campo metafísico, desprovidos de explicações científicas convincentes, logo se tratando de uma questão de opinião.
Assim, depois de muito refletir acerca do assunto, me acomodei à seguinte posição: sentimentos são inexplicáveis, são apenas… sentidos. É por isso que não devemos policiá-los nem tentar explicá-los. Inclusive, é importante que paremos de pensar com o cérebro e comecemos a pensar com o coração sempre que estivermos envolvidos em questões sentimentais. São todas essas emoções que movem o homem e o motivam a viver mesmo diante de toda a sua ignorância e pequenês em relação ao universo. São elas que te fazem querer passar momentos junto a algumas pessoas ou querer evitar outros momentos junto a outras pessoas.
Por fim, não posso deixar de terminar essa longa e humilde opinião com um conselho bem cliché: sinta e viva sem vergonha do que te faz feliz porque ter medo do que te faz bem é que é uma vergonha.

intervalo

Caros leitores e amigos de blog,

É certo que não queríamos deixar o blog sem textos por mais de um dia, mas mesmo tendo 6 redatores às vezes isso acontece.
Neste momento, acredito que o motivo é claro: cinco dos que escrevem aqui são vestibulandos e os processos seletivos já começaram em boa parte do país. As primeiras provas do Universidade Federal de Goiás começaram e, muitos aqui estão envolvidos com resultados, apreensivos e começando a pegar as aulas para a segunda fase.
Confesso que estou em situação semelhante, mesmo não tendo passado para a segunda fase da Unicamp, ainda tenho três vestibulares pela frente.
Só não queria que o blog ficasse muito tempo parado.... espero que tentem tirar um tempinho do dia para postarem aqui, mesmo que seja um texto pequeno ou já redigido outrora.
Não deixemos o toddy vencer =]

=**

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Ritual de passagem

É noite.Escuridão.Se estão na escuridão e receberão em breve " a luz"?Não sei.Brasil adentro,mata,floresta.É noite;céu estrelado ( seriam mesmo as estrelas os curumins fartos de bolo de milho que que subriram pra o topo do céu em cipós pregados pelos colibris, assistindo suas mães virarem onças?).É data de festa.Cocares coloridos, dos mais diversos significados,corpos adornados,pinturas tatuadas.Canto,dança.Os olhos anciosos cochicam, mas ninguém ousa dizer uma palavra sequer.O Cacique se pronuncia.Está imposto o desafio.Após o claustro (para as meninas, a menarca também), menino hoje vira adulto.
É noite.Grécia antiga.Esparta.Mulheres gritando,crianças chorando.Saques,estupros,roubos,pilhagens,assasinatos e fome.Em nome da honra,em nome do pai,em nome da pátria.Menino hoje vira adulto.
É noite.Mãe África.Raça,força,resistência.Começa a caçada.Menino hoje vira adulto.
É noite.Cabaré,bordel , puteiro.Muita cerveja.Algum país europeu.Gritaria,vozes altas, espíritos alterados.Menino hoje vira homem.

Foram noites.Foram dias também.Três anos.Noventa questões.Quatro horas.Meninos hoje viram adultos?
Convencionou-se que, na nossa sociedade o vestibular é um ritual de passagem.Significa a conquista depois de muito esforço, depois de muito suar.Significa a perspectiva de um libertação seguida de uma vida nova, que já traz consigo uma série de novas regras e limites também.Significa o início de uma tão sonhada independência financeira e a iserção num concorido e frenético mercado de trabalho.Signica saber " se virar" .Falhar o vestibular é como fracassar no ato de viver, pois por muito tempo viveu-se para ele.Pobres aqueles que pensam assim.
Acredito muito mais que a "adulta idade" venha a ser a consciência do seu papel no mundo.A consciência de si e da sua causa na vida de seus próximos.O vestibular é apenas conseqüência.
Todavia, não posso negar sua existência e, enquanto não chega a minha vez ( não que eu a anceie,muito pelo contrário, chego até a retardá-la), escrevo hoje aqui com uma única intenção: desejar boa sorte para quem em breve o enfrentará.

Capitalista

Sou mesmo, e daí? Não ligo se você acha egoísta da minha parte, mas sou capitalista e pronto! Como te parece a idéia de comprar um sorriso? A mim agrada, ainda mais se for com outro sorriso. E a idéia de financiar uma ajuda, e pagar quando puder? Idéia particular inalienável, liberdade de contrato e de dispensa, lei da disponibilidade e da necessidade, exagero de opções. Resultado: Difença. O capitalismo gera maior riqueza (cultural, ideal, intelectual, opcional, diferencial) para a sociedade, e, os comunistas que me perdoem, mas que graça há em ter as mesmas coisas? Prefiros ter meus próprios sonhos, meus próprios ideais, minhas própias metas, meu próprio rumo, ter pessoas diferentes, ser pessoas diferentes, ter vários rostos, várias desculpas, várias noções de errado que parece certo e de certo que parece incomum e de incomum que parece comigo. Prefiro ter prateleiras de abraços dos mais caros e de palavrões dos mais baratos em supermercados 24hras, à palavras ditadas e sugeridas em horários pré-determinados e preços pré-estabelecidos por quem quer saber mais da minha vida do que eu mesma. Pus minha vida em liquidação. É de quem chegar primeiro. É de quem levar os sorrisos, os abraços, os palavrões, os sonhos, os rumos, e pagar à vista, sem direito à troca nem devolução. Peça única, graças ao sistema. Portanto, sim, sou egoísta, individualista, idealista. Sou só capitalista.